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Blogue complementar ao Direito na Sociedade da Informação LEFIS

sexta-feira, janeiro 06, 2006

 

"Tornar a música portuguesa acessível ao mundo"

"A funcionar há seis meses a título experimental, o Centro de Informação da Música Portuguesa (CIMP), um projecto on-line com vocação de serviço público que pretende dar visibilidade à criação musical portuguesa à escala mundial, será apresentado oficialmente hoje, às 18h00, no Instituto Camões, em Lisboa, por António Pinho Vargas e Rui Vieira Nery.
'Pretendemos colmatar uma enorme lacuna na domínio da visibilidade da criação musical portuguesa dos séculos XX e XXI', disse ao PÚBLICO o compositor e percussionista Miguel Azguime, o principal mentor do projecto. 'Não é um projecto de investigação no sentido universitário. Tem um papel patrimonial, mas os seus principais objectivos são a divulgação e a promoção dos compositores e intérpretes portugueses, disponibilizando informação, distribuindo publicações, gravações ou partituras. A ideia principal é encorajar a interpretação e o conhecimento da música portuguesa a nível mundial. Trata-se uma ferramenta disponível on-line de acesso fácil para quem apenas pretende obter duas ou três informações e de acesso mais desenvolvido para os especialistas'.
Miguel Azguime recorda as insuperáveis dificuldades que tinha em obter materiais relativos à música portuguesa quando começou a colaborar com a Antena 2 há 13 anos, sendo normalmente bastante mais fácil ter acesso ao que se fazia lá fora. Nessa altura chegou a propor um projecto semelhante à tutela, que foi bem acolhido, mas eternamente adiado. 'Acabei por ser eu a pôr mãos à obra.' A concretização financeira só foi possível graças a verbas comunitárias conseguidas através dos programas operacionais de Cultura e da Sociedade de Informação (POC e POSI), às quais se juntaram depois apoios do Instituo Camões, da Gulbenkian e do Ministério da Cultura/Instituto das Artes. A manutenção anual oscila entre os 75 mil e os 100 mil euros, não estando ainda garantidas todas as verbas para 2006.
Foi durante os últimos três anos que foi desenvolvida a base de dados relacional, bilingue, que constitui o CIMP, que gere uma grande variedade de documentos. 'Fizemos uma pesquisa internacional com o intuito de adquirir um modelo já desenvolvido com objectivos semelhantes, mas não foi possível. Por um lado, devido à falta de uniformização de critérios de classificação da música, por outro devido à nossa ambição multimédia. Queríamos algo 100 por cento voltado para a Internet.' A concepção da base, a reunião de informação e pesquisa adicional são processos laboriosos que continuam em curso e que terão actualização permanente. 'O CIMP é um instrumento de trabalho e estará sempre em crescimento. Uma das vantagens deste formato é a sua flexibilidade. Há vários compositores e recursos que ainda não se encontram nas listagens, mas que estão a ser trabalhados. Chegámos, porém, a uma fase em que o CIMP já tem muita informação útil, que pode ser disponibilizada e daí a sua divulgação oficial neste momento.'
Azguime sublinha que no futuro o CIMP será 'um interlocutor privilegiado, com um papel semelhante ao dos editores na divulgação' da música portuguesa. 'É esta a tendência a nível internacional. Neste momento temos apenas disponíveis exemplos de partituras, mas no futuro o CIMP deverá converter-se num grande catálogo de obras dos séculos XX e XXI. Os formatos mais pequenos poderão ser obtidos a partir da Internet e as partituras de grande formato poderão ser enviadas por correio, em função de condições impostas por cada compositor.'" (Cristina Fernandes - Público, 06/01/2006)

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